Descubra a República Tcheca e viva diferentes experiências
Se você estiver viajando pela Europa e chegar próximo ao centro do continente, vai encontrar um país repleto de monumentos históricos conservados ao longo de séculos, cidades medievais, vida cultural intensa e, para completar, vai tomar muita cerveja tipo pilsen servida em canecos de, no mínimo, 500 ml. Este país é a República Tcheca que faz divisa com a Alemanha, Polônia, Eslováquia e Áustria e tem Praga como capital.
Praga é a cidade mais visitada do país e inspira misticismo e alquimia. A começar pela sua origem: na segunda metade do século IX foi fundado o Castelo de Praga pelo príncipe Bořivoj e, mais tarde, os bairros de Praga foram se formando ao redor do castelo. E quando o monumento mais visitado de Praga – a ponte Charles – começou a ser construída, a sua primeira pedra foi colocada no dia 9 de julho de 1357, às 5 horas e 31 minutos, seguindo orientações de astrólogos. Não sei se a causa de tanto fascínio dos turistas e moradores de Praga pela ponte foi essa, mas que isso contribuiu para que algo especial exista ali, pode ter certeza. A ponte inspira arte, não é à toa que pintores e músicos se reúnem ali para demonstrar seus talentos. Além disso, da ponte pode-se ter uma vista privilegiada do castelo de Praga. A Karluv Most, internacionalmente conhecida como Charles Bridge, foi a única ponte da cidade até 1841 e seus 515m de comprimento e 10m de largura, são sustentados por 16 arcos, com torres fortificadas nas duas pontas. Ao atravessar a ponte, pode-se observar 30 diferentes estátuas e esculturas de santos que foram colocadas em suas laterais entre os anos de 1683 e 1928. A mais antiga é a de São João e fique atento para chegar próximo dela e tocá-la, pois diz a lenda que se tocada traz boa sorte. E será fácil reconhecê-la pela quantidade de gente querendo tocá-la.
Para começar a conhecer e explorar a cidade, é importante saber que Praga é dividida em áreas que antes eram as cidades independentes. São elas: Hradčany (região do castelo), Malá Strana (cidade baixa), Nové Mesto e o bairro judaico Josefov. Uma possibilidade de dar início ao passeio pode ser a Praça da Cidade Velha (Staromestské Námestí). É a praça histórica de Praga, onde inúmeros visitantes param e ficam olhando para cima, se você não tem ideia do que está acontecendo acha estranho. Mas não é nada anormal, os turistas estão simplesmente esperando a aparição de um esqueleto que surge como cuco a cada batida de hora entre 9h até 21h. É o famoso relógio astronômico de Praga que os conhecedores e entendidos do monumento dizem que mostra a hora, dia, mês, posição da terra e lua, sua fase e a estação do ano. Ufa! Para mim, não chegou nenhuma dessas informações. O relógio astronômico está no prédio da prefeitura antiga (Staromestské Radnice ou Old Town Hall) que foi construída em 1338 em estilo gótico. No térreo encontra-se um dos postos de informações turísticas da cidade. Neste prédio também é possível subir os 70 metros da torre do relógio para apreciar uma bela vista do centro de Praga.
Bem, continuando…ainda na praça que foi declarada Patrimônio Cultural da Unesco, em 1992, é possível observar o monumento ao líder religioso Jan Hus, construído em 1915 em comemoração aos 500 anos de sua morte, quando foi queimado pela Igreja Católica, acusado de heresia. Outras igrejas e casas seculares que estão na praça são: a Chrám Matry Bozí Pred Týnem ou Týn Church, conhecida pelas duas torres que representam Adão e Eva, foi construída entre os séculos 14 e 16 em estilo gótico-sacro, com seu interior reconstruído como barroco no século 17. Ela abriga a tumba de Tycho de Brahe, astrônomo dinamarquês.
Depois de conhecer a praça, descubra o caminho que direciona para a ponte Charles e de lá, rume para o Castelo de Praga (Prazský Hrad ou Prague Castle), localizado em Hradcany (Distrito do Castelo). O castelo é um monumento do patrimônio cultural nacional e símbolo de mais de mil anos de desenvolvimento do estado tcheco. Lá, você vai encontrar um complexo de construções em todos os estilos arquitetônicos, entre elas, palácio, igrejas, torres, museus, pátios, jardins, ruas e casas históricas. Realmente, não estranhe se não encontrar um castelo homogêneo com aquela imagem que vem à mente quando pensamos em um castelo. O conjunto do castelo se espalha por 45 hectare. Foi fundado no século 9 para moradia de príncipes e reis da Boêmia e hoje é residência do presidente. O acesso ao local é livre. Porém, para visitar as atrações, é cobrado ingresso. As atrações principais são: St. Vitus Cathedral, Old Royal Palace, Golden Lane, Basilica of St. George e Powder Tower.
Após garantir a vista em todos esses lugares, sugiro se perder pelas ruelas de Praga. Claro, com um mapa no bolso e a intuição na cabeça para descobrir o que essa cidade pode revelar para você. Para quem tem medo de se perder e prefere algo mais seguro, pode optar por passeios a pé guiados por estudantes de turismo da cidade. Os passeios são chamados de Walking Tours e reúnem grupos formados no dia para percorrer diferentes roteiros. Os preços variam conforme o passeio e o número de pessoas. Procure o serviço em um posto de informação turística.
Quem viaja para a República Tcheca e fica em Praga por um período maior, deve visitar duas cidades próximas a Praga que vale muito a pena conhecer, garantem viajantes experientes. Infelizmente, não tive tempo para visitá-las. Mas deixo o registro aqui do que consegui apurar sobre Ceský Krumlov e Karlovy Vary.
Ceský Krumlov é uma cidade gótica-renascentista, com menos de 15 mil habitantes, localizada a 172 km de Praga. É considerada única por suas estreitas ruelas medievais com cerca de 300 edifícios históricos. Por isso foi tombada em 1992 como patrimônio cultural da humanidade pela Unesco. A cidade que foi fundada no século 13 é extremamente conservada e, segundo relato de viajantes, ao andar por suas ruas de pedra, tem-se a impressão de estar vivendo em outra época. Para chegar lá, de forma independente, o mais indicado é pegar um ônibus na estação de ônibus que fica na Central Praha-Florenc, na Krizíkova 5, que fica junto ao metrô Florenc. O trajeto até lá demora entre duas e três horas.
Karlovy Vary é conhecida pela concentração de spas e serve de cenário para variados eventos culturais. O mais famoso deles é o Festival Internacional de Cinema de Karlovy Vary (www.kviff.com) que acontece entre final de junho e começo de julho. A cidade ainda sedia o Festival Internacional de Jazz, Dias de Beethoven e o Festival Internacional de Chopin. Um dos guetos judeus mais antigos da República Tcheca está na cidade e também o relicário de São Mauro que depois das jóias da coroa é o segundo tesouro mais valioso do país. Os monumentos mais importantes da cidade são: a igreja de São Andrés, a igreja ortodoxa de São Pedro e Paulo, o Teatro Municipal, a Colunata do Moinho e a igreja de Santa Maria Madalena. Para conhecer a cidade, de forma independente, a melhor dica também é pegar um ônibus na estação de ônibus que fica na Central Praha-Florenc, na Krizíkova 5, que fica junto ao metrô Florenc. O trajeto até lá demora entre duas e três horas.
Dicas de serviços (onde ficar, comer, passear, quando ir):
- Hotel Hoffmeister (www.hoffmeister.cz): para quem está com o orçamento bem equilibrado, fica próximo ao castelo de Praga. Endereço: Pod Bruskou 7, 118 00 Praha 1. Tel: 420 251 017 111 / 420 251 017 120
- Prague Square Hostel (www.praguesquarehostel.com): testado e aprovado. Hostel super limpo e organizado, localizado a 150 metros da praça histórica da cidade. Endereço: Melantrichova 10, Prague 1, Old Town, Tel: +420 224 240 859.
- Café Louvre (www.cafelouvre.cz): Desde 1902, o café é reduto de intelectuais e artistas. Entre seus frequentadores estavam Karel Capek, Franz Kafka e Albert Einstein. A vida do café foi interrompida em 1948 pelos comunistas, quando eles quebraram todos os equipamentos do café. Tudo voltou ao normal e foi reavivado no lugar depois de 1992, quando as instalações devastadas passaram por uma reconstrução completa. Endereço: Národní 22, Prague, 110 00. Tel: + 420 224 930 949, 724 054 055
- Café Slavia (www.cafeslavia.cz): café tradicional, localizado no centro histórico de Praga, que oferece cozinha tcheca e internacional. O diferencial deste café é o fato de degustar uma refeição, lanche ou simplesmente um café ouvindo um pianista profissional que está no palco com música ao vivo todos os dias entre 17h e 23h.
- Beer Museum (www.praguebeermuseum.com): excelente lugar para experimentar diferentes tipos de cerveja, incluindo as primeiras que surgiram ainda no século 12. Lá você vai encontrar um cardápio de mais ou menos 50 tipos de cervejas produzidas no país com preços bem aceitáveis, sendo o mais caro cerca de R$ 7,00 por 500 ml da bebida. Endereço: Dlouhá 46, Prague 1. Tel: +420 732 330 912
- Parques: Praga,como em outras cidades da Europa, possui parques incríveis para passear, fazer piquenique, relaxar. Vale dar uma olhada em um desses:
- Parque Kampa
- Parque Letná (Praha7)
- Stromovka (Praha7)
- Vysehrad
- Festival United Islands – Prague International Music Festival: (unitedislands.cz): Evento que acontece no verão no mês de junho e reúne diversos nomes consagrados da música.
- Quando ir: A melhor época para conhecer o país é entre abril e outubro quando não está frio e nevando. Mas se você é fã de inverno e neve fique à vontade para visitar nos outros meses do ano.
- Preço do aéreo: Saindo de São Paulo com a Iberia e fazendo conexão em Madri, o custo da passagem, na classe econômica incluindo as taxas, fica em torno de R$ 2.000 mil. Este foi o menor preço encontrado em pesquisa realizada no site da Mundi (www.mundi.com.br) para viajar em abril de 2013.
Fontes:
Guia Criativo para O Viajante Independente na Europa – 6ª edição
“A República Tcheca em resumo”, material distribuído pelo Consulado da República Tcheca de São Paulo.
Mistérios da natureza surpreendem visitantes de Urubici
Para descansar em meio ao sossego rural ou contentar àqueles que procuram turismo de aventura, Urubici é versátil e atende a todos os gostos
Uma viagem com a proposta de vivenciar de perto a natureza, tomar banho de cachoeira, caminhar na mata e sentir as vibrações que só as localidades do interior proporcionam. Tudo isso pode ser encontrado em Urubici. O município rodeado de muito verde que se expressa em cânions, paredões e campos fica distante 161 km de Florianópolis, via BR 282, na Serra Catarinense. A cidade oferece diversas atrações em meio à natureza para todos os gostos desde uma simples caminhada até voo livre. E além disso, Urubici é garantia de muito frio e neve no inverno.
O termo “Sibéria Catarinense” já chegou a ser usado para se referir à cidade, devido às baixas temperaturas, obviamente. Com médias no inverno que variam entre cinco graus negativos e cinco positivos, o Morro da Igreja, distante 29 km do centro de Urubici, já registrou a temperatura oficial mais fria do país com 17,8 graus negativos, em 1996. E dependendo da velocidade do vento a temperatura é ainda mais baixa. Por isso, é aconselhável levar casacos, mesmo no verão, para visitar o Morro da Igreja. A subida até o topo do morro é por estrada asfaltada e lá existe uma base da Aeronáutica para controle de tráfego aéreo no sul do país. Quando se fala em Urubici, a primeira imagem que vem a mente, para muitos, é a famosa pedra furada. Considerada o cartão postal da serra catarinense, a pedra literalmente furada é uma escultura natural em forma de janela com cerca de 30 m de circunferência. Para avistá-la é preciso subir ao topo do Morro da Igreja com 1.822 m de altitude e caminhar em direção à borda do cânion. Depois disso, basta contemplar. É possível passar algum tempo observando as formações rochosas criadas pela natureza. E se o dia estiver claro, pode-se ver o mar a quase 100 km dali.
Para se despedir do Morro da Igreja, na descida, a cachoeira Véu de Noiva com 62 m de queda completa o passeio, ainda mais, se o clima contribuir para tomar banho na cascata. E isso é possível porque nesta cachoeira não existe queda, a água desliza com suavidade pelos rochedos. A Véu de Noiva fica em propriedade particular, por isso é cobrado ingresso no valor de R$ 2,00 por pessoa. O local também permite a prática de arvorismo, com agendamento prévio, em uma trilha suspensa a 10 m de altura, com 260 m de comprimento que liga a copa das árvores.
No final da estrada de acesso ao Morro da Igreja segue-se, à direita, para a Serra do Corvo Branco. A estrada foi a primeira ligação entre a serra e o litoral e começa no meio de dois paredões de pedra que dão a impressão que vão se fechar. Quem optar por descer a serra até a cidade de Grão Pará vai passar por estradas muito estreitas e experimentar curvas fechadas, à beira do penhasco, lembrando o tempo em que era conhecida como a mais temível do Brasil.
Para quem chega do outro lado da cidade de Urubici via São Joaquim, já pode conhecer a Cachoeira do Avencal. São 100 m de queda livre que podem ser vistos de cima ou de baixo. Neste último caso, é necessário ter calçados apropriados para chegar próximo à cachoeira sem escorregar nas pedras. Atividades para os mais aventureiros como tirolesa e rapel são outras formas de conhecer e interagir com a cachoeira que tem seu nome inspirado na avenca, planta comum na região.
Próximo à cachoeira, no Morro do Avencal, encontra-se um dos mais importantes registros arqueológicos em território catarinense: inscrições rupestres de povos que habitaram a região há pelo menos 3.000 anos. Esculpidos na rocha arenítica do Morro do Avencal, é possível observar quatro painéis. Um deles chama a atenção por formar a imagem perfeita de um rosto, conhecida como a “Máscara do Guardião”, pois está em uma posição estratégica e parece transmitir medo ou respeito ao lugar. Suspeita-se que o local onde foram feitas as inscrições era considerado sagrado.
Muitos outros passeios podem ser feitos em Urubici. Uma dica para quem está pensando em visitar a cidade é entrar em contato, antes de ir, com o setor de informações turísticas que inclusive é um dos únicos que trabalha sem parar. Só para no Natal. Lá você poderá falar com o Luiz Gonzaga ou o Iran Croda, através do telefone (49) 3278-4245. Eles são muito competentes e vão passar informações valiosas da cidade. Para quem pensa em fazer trilhas, inclusive até a Pedra Furada e Serra do Corvo Branco pode combinar tudo com o Iran, que trabalha como guia e conhece lugares inacessíveis.
Outras maravilhas para conhecer em Urubici:
- Morro do Campestre
- Morro do Oderdenge
- Igreja matriz Nossa Senhora dos Homens
- Gruta Nossa Senhora de Lourdes
- Cânion do Espraiado
- Rio Sete Quedas
- Pedra da Águia
- Caverna Rio dos Bugres
- Campo dos Padres
- Trilhas: Trilha da Pedra Furada (5 horas); Trilha Nascente do rio Pelotas (6 horas); Trilha do Corvo Branco (4 horas); Trilha do Cânion do Espraiado (8 horas). Todas essas trilhas são realizadas somente com um guia cadastrado pelo Ministério do Turismo.
Dicas de serviços:
Secretaria de Turismo – Av. Adolfo Konder, 2543 Fone: (49) 3278-4245
Iran Croda (guia de turismo) Fone: (49) 9966-8006
Pousada e produtos coloniais Beckhauser – Estrada Geral, s/n – Sta Terezinha. Fone: (49) 3278-2019
Pousada das Flores – Av. Adolfo Konder, 2273. Fone: (49) 3278-4107 / http://www.pousadadasfloresurubici.com.br
Nova rede social permite compartilhar o espaço da mala em viagens nacionais e internacionais
Canubring é o nome da rede social que está presente em mais de 100 países com a proposta de baratear os custos das viagens.
A visão de que as viagens a passeio não possibilitam ganhos financeiros começa a mudar. Ao menos essa é a proposta do Canubring, rede social de compartilhamento de bagagem, que acaba de desembarcar no Brasil.
No site, os que viajam e têm espaço livre na mala informam o seu roteiro e esperam a resposta de um usuário que precise de algo na mesma rota. “Uma vez em contato, eles combinam um valor pelo serviço e como será feita a retirada e entrega do produto”, explica o fundador do site, Sebastian Cussen.
Em menos de um ano de atividade, a plataforma já atingiu mais de 70 mil acessos e está disponível em português, inglês e espanhol. Investimentos estão sendo feitos com a entrada da marca no Brasil que pretende alcançar 140 mil transações realizadas por meio do site em 2013, sendo o país responsável por 25% do total.
O Canubring já tem usuários registrados em mais de 100 países e forte atuação na Argentina, Chile, Uruguai, Estados Unidos e Espanha. A ideia surgiu quando seu fundador passou uma temporada na Espanha e realizava viagens periódicas ao seu país de origem, o Chile.
Segundo estimativas do próprio site, os gastos com o transporte dos materiais chegam a ser até 70% menores que os custos de postagens convencionais. http://www.canubring.com
Região de Interlaken inspira a prática de esportes em meio a belezas naturais
O mês de dezembro traz consigo o fim do outono e por isso torna-se perfeito para conhecer e praticar as diversas opções de esportes de neve oferecidas na bela região de Interlaken,na Suiça, cercada pelas majestosas montanhas Eiger, Mönsch e Jungfrau.
Três regiões com superfícies esquiáveis abrigam cerca de 200 quilômetros de pistas com graus de dificuldade variados. Grindelwald-First é onde acontece a maior corrida de trenós do mundo e possui pistas de superpipe e terrain park, especialmente preparadas para atletas. Kleine Scheidegg-Männlichen se destaca pelas pistas mundialmente famosas e modernas instalações, como o imponente teleférico com suas gôndolas e os excelentes restaurantes de montanha. A última delas é a Mürren-Schilthorn, que fica a 2.970 metros no alto dos Alpes, um lugar onde se pode ter um panorama de 360º da região, além da excelente gastronomia e pistas familiares em torno da romântica montanha de Mürren.
Outros esportes de neve que podem ser praticados são caminhadas por entre as fendas das geleiras com equipamento adequado, patinação, hóquei, escalada e sledding, uma descida num pequeno trenó por um tobogã de gelo.
Para quem gosta de adrenalina, a empolgação será intensa com atividades como heliski, em que os esquiadores saltam de um helicóptero direto para as pistas; paragliding, com sobrevôos sobre montanhas nevadas; snowtubing, uma divertida forma de descer as pistas em uma bóia; e ainda saltos de paraquedas.
Interlaken é um dos destinos mais procurados na Suíça. A cidade possui mais de 65 opções de hospedagem, além de abrigar a estação ferroviária mais alta da Europa: Jungfraujoch, que oferece vistas deslumbrantes da região. O destino já serviu de cenário para uma das aventuras de James Bond, o agente secreto 007.
Mais informações sobre a região de Interlaken e as programações podem ser obtidas no site www.interlaken.ch e sobre a estação ferroviária no www.jungfrau.ch
Auschwitz faz a humanidade repensar suas crises
Muitas vezes me perguntei como começar a falar sobre Auschwitz, o famoso campo de concentração nazista, em meio a tantas palavras que já foram ditas e escritas sobre o assunto. Claro que não tinha a pretensão de escrever nada inédito sobre o tema, mas procurava uma maneira de apresentar aqui no blog mais informações sobre essa cidade localizada na Polônia. A ideia veio com a leitura do roteiro de um filme alemão que estreou nos cinemas na última semana: “À Espera de Turistas” com título original “Am Ende kommen Touristen”. O filme é um drama que retrata a vida das pessoas que moram nesta cidade marcada por uma das maiores tragédias provocadas pela 2° Guerra Mundial. E como viver em um local que carrega esse peso deixado pela História? O filme talvez responda essa pergunta e o blog somente se limita a contar um pouco sobre a experiência de conhecer Auschwitz.
Auschwitz é o nome em alemão de como a cidade, a 75 km de Cracóvia, na Polônia, ficou conhecida, mas os poloneses, obviamente, a chamam pelo seu nome original: Oswiecim. De Cracóvia até Oswiecim é possível conhecer um pouco o lado rural da Polônia com muitas casas e pequenas propriedades espalhadas pelos campos. Antes de chegar no centro da cidade, avista-se a área dos campo de concentração. O local se transformou em um museu a céu aberto com entrada gratuita. Alguns guias especializados podem acompanhar a visita, se o viajante desejar. O lugar é bastante movimentado com a presença de muitos turistas. Parece até que é oferecido ali mais um programa cultural ou de entretenimento. Mas depois dessa primeira impressão e quando as pessoas começam a se espalhar, a atmosfera do ambiente invade sua mente e coração. E você começa a se colocar no lugar das cerca de 2 milhões de pessoas de 27 nacionalidades diferentes, 90% judeus, que passaram por ali.
Construído em 1940 para servir de abrigo para presos políticos poloneses, o local logo se transformou em um campo de extermínio. Em uma grande área, se espalham diversos pequenos prédios onde é possível conhecer a vida diária dos presos que dormiam em colchões e travesseiros feitos com cabelos dos que eram mortos. Uma grande quantidade de objetos pessoais foram guardados e são expostos. A câmara de gás também se manteve preservada. O que impressiona é a quantidade de fotos dos presos, que eram tiradas quando eles chegavam, que estapam as paredes dos corredores dessas diversas casas. As fotos contém a data de entrada nos campos de concentração e a data da morte de cada um deles. Em média, principalmente, as mulheres levavam três meses para morrer naquele ambiente, somente considerando a causa natural de morte. Os dois campos de concentração – Auschwitz e Birkenau – conhecido como Auschwitz II, estão separados por 2,5 km de distância. Em Birkenau, havia 300 barracas que abrigaram 200 mil presos e quatro câmaras de gás. Mais para o final do campo, aparece o monumento aos mortos e um lago, onde eram jogadas as cinzas vindas dos crematórios.
É fato que essa visita que lembram fatos deprimentes da História não é agradável, mas necessária. A memória de um povo deve ser preservada através de monumentos, museus, documentos, enfim tudo o que possa resgatar a história, com o propósito de trazer conhecimento, provocar reflexão e tentar impedir que mais tragédias como essa ocorram. As pessoas que passaram por uma guerra ficam marcadas para sempre. Para ilustrar, é possível citar os que cresceram antes de 1914 que não sabiam o que significava uma guerra, pois não havia grande guerra fazia um século. E quando a Primeira Guerra Mundial estourou com grandes potências mundiais envolvidas, através de seus exércitos cruzando fronteiras hostis, essa geração sofreu um impacto tremendo. A Segunda Guerra Mundial só intensificou esse estado alarmante, não poupando praticamente nenhum país de participar do conflito. As colônias das potências imperiais nem tiveram escolha.
A maioria dos soldados que serviram na Primeira Guerra Mundial saíram convictos de que não queriam jamais vivenciar outra guerra. E aqueles ex-soldados que tinham passado pela guerra e que não se revoltaram contra ela, trouxeram dessa experiência de viver constantemente com a morte, um sentimento de bárbara superioridade, sobretudo em relação as mulheres e não combatentes. Essas pessoas caminhariam para integrar as primeiras fileiras da ultradireita do pós-guerra e nesse grupo estava Adolf Hitler que acreditava somente nessa sua experiência formativa de vida. A partir daí muitos fatos se explicam e todos sabem como terminou. E Auschwitz está aí como exemplo para a humanidade pensar em outros caminhos para resolver suas crises.
Fontes:
Era dos Extremos – O breve século XX 1914-1991 de Eric Hobsbawm
Guia Criativo para O Viajante Independente na Europa – 6ª edição
Marcos da História recente atraem viajantes para Cracóvia
Cracóvia figura na lista das cidades mais bonitas da Europa e atrai por diversos motivos: a arquitetura dos prédios, as dezenas de igrejas medievais, o bairro judaico com sinagogas, museus e cemitérios e os famosos pierogis (tipo de pastel cozido, parecido com um ravióli). Além disso, a cidade mantém conservado o mais rico complexo de monumentos históricos do país por ser a que menos sofreu com os ataques nazistas na Segunda Guerra.
Cracóvia apresenta marcos da História contemporânea e faz o viajante voltar no tempo ao passear pelo centro histórico (Stare Miasto) que entrou para a lista de Patrimônio da Unesco. A praça Rynek Glówny e a Basílica de Santa Maria integram as principais atrações da Stare Miasto. A praça medieval, construída em 1257, foi cenário de diversos acontecimentos históricos, como pronunciamentos de reis, revoltas populares e visitas do papa. E a Bazylika Mariacka ou St. Mary`s Basilic foi reconstruída após a invasão dos tártaros (grupo étnico relacionado aos turcos e aos mongóis) no século 13. Seu altar com a Virgem Maria, os apóstolos e outras cenas da bíblia é obra do artista Veit Stoss que levou 12 anos para concretizar. É possível subir os 239 degraus da basílica para contemplar a cidade de cima.
A antiga capital da Polônia, que testemunhou a maior deportação já existente de um povo, ainda preserva muitas lembranças dessa época que podem ser rememoradas com um passeio pelo bairro Kazimierz, onde vivia a comunidade judaica. Lá é possível visitar a Sinagoga Izaaka – projetada e construída inicialmente entre 1638-44 em estilo barroco – que serviu de depósito durante a ocupação nazista. Somente em 1989 voltou para a comunidade judaica , abrindo oito anos depois como um museu, onde pode-se conferir fotos e documentos que resgatam a história dos judeus na Polônia. Há ainda a Stara Sinagoga, a mais antiga da Polônia, construída em estilo gótico no século 15, também funcionando atualmente como museu judaico e a Remuh Sinagoga e Cemitério.
Às margens do rio Wisla, o bairro Kazimierz, por cerca de 500 anos, abrigou a maior parte do povo judaico que vivia na cidade. Pelo menos até maio de 1941, quando os nazistas tiraram todos os judeus de suas casas e colocaram no outro lado do rio, no subúrbio de Podgórze. Assim, formou-se o gueto. Porém, não só o pavor pelas ações repressivas e violentas impostas aos judeus poloneses marcava a vida no local. Havia uma esperança em se salvar que vinha com a ajuda de pequenos comerciantes e empresários como Tadeusz Pankiewicz, proprietário de uma farmácia e o mais famoso dos humanitários: Oskar Schindler.
A fábrica de Schindler localizada na rua Lipowa ainda funciona, obviamente, com outro proprietário e com atuação em outro ramo. Não está aberta à visitação, mas basta passar pela frente do local e olhar a fachada da fábrica para facilmente ser transportado para as imagens do filme “A Lista de Schindler” e imaginar todo o drama que se passou ali. Inclusive há na fachada da fábrica uma placa relembrando os acontecimentos. Outros pontos, na região, também remetem ao filme como a casa onde o personagem de Liam Neeson viveu e o único prédio restante do campo de concentração Plaszów comandado pelo oficial alemão Amon Goeth, antes dos judeus serem enviados a Auschwitz.
Para suavizar, psicologicamente, as lembranças desse passado negro da História, o castelo Wawel é uma boa alternativa com sua catedral, museu e jardins. Localizado entre o centro histórico e o bairro judeu Kazimierz, o complexo Wawel é um dos cartões postais da cidade. Suspeita-se que a região, onde o castelo está localizado, foi povoada antes de Cristo. No século 10, era o trono dos reis da Polônia. Entre os séculos 14 e 16, foi um dos mais importantes centros políticos e culturais da Europa.
A cidade ainda tem diversas igrejas modernas e medievais, contribuindo para tornar a Polônia um dos países mais católicos do mundo. Isso sem considerar o fato que foi de uma dessas igrejas que o papa João Paulo II foi ordenado sacerdote, aos 26 anos, em 1946, quando ainda era o jovem Karol Wojtyla.
Cracóvia é assim: uma verdadeira viagem no tempo desde tempos remotos antes de Cristo a acontecimentos da História recente. Conhecer a cidade é, no mínimo, trazer na bagagem muita informação, vivência e experiência de pessoas que marcaram a vida contemporânea.
Fonte: Guia Criativo para O Viajante Independente na Europa – 6ª edição
Polônia – muita História para contar
A Polônia não é tão procurada como outros destinos mais famosos, mas se engana quem pensa que o país não tem muito a oferecer. Somente por abrigar uma das cidades mais belas do continente – Cracóvia – já vale a visita. Sem falar no centro histórico da capital Varsóvia. Este país que exala história, de fato, tem cidades interessantes e um povo amável.
Varsóvia (Warszawa em polonês e Warsaw, em inglês), a capital do país, com 1,7 milhão de habitantes, mescla avenidas de prédios modernos com resquícios da arquitetura soviética, como o Palácio da Cultura, um gigantesco edifício avistado de quase toda a parte da área urbana. O centro histórico da cidade, conhecido como Stare Miasto, Old Town ou Cidade Velha, é repleto de prédios pequenos com fachadas barrocas e renascentistas pintados de diferentes cores posicionados em ruas estreitas que dão um charme especial ao lugar.
Sem falar na sensação histórica que esse centro da cidade proporciona ao saber que aquelas ruas já foram bombardeadas durante a Segunda Guerra Mundial. A reconstrução do espaço terminou em 1962 e anos mais tarde, em 1980, recebeu o título de Patrimônio Universal da Unesco. Na praça Rynek Starego Miasta, que é o coração da cidade velha, artistas e artesãos expõem seus trabalhos. Já em outra praça, a Plac Zamkowy, fica o Castelo Real e a coluna em homenagem ao rei Sigismund III, que transferiu a capital de Cracóvia para Varsóvia.
A viagem histórica segue quando percorrendo as ruas próximas ao castelo depara-se em frente ao monumento em homenagem às crianças que participaram do Levante de Varsóvia. Um menino com uma arma na mão não deixa esquecer do episódio de agosto de 1944, quando tropas polonesas clandestinas começaram uma guerrilha contra a ocupação nazista. Os poloneses chegaram a dominar a maior parte da Varsóvia ocupada, mas a rebelião não durou mais de dois meses. E nesse período, eles não receberam nenhuma ajuda dos países aliados. O Exército Vermelho de Stalin não se moveu, pois pretendia dividir a Polônia com Hitler e as tropas dos EUA e Inglaterra preferiram não se arriscar para chegar até lá. Diante disso, o resultado foi cerca de 150 civis mortos, incluindo crianças.
Outro monumento impressionante é o Pomnik Bohaterów ou Monumento aos Heróis do Gueto que dá a sensação de parecer real ao reproduzir os movimentos de alguns heróis que lutaram contra esta tragédia. Localizado na praça Krasinskich, foi inaugurado em 1989, depois de muita resistência do regime soviético em reconhecer o levante.
Varsóvia ainda oferece museus, palácios, parques e igrejas. O interessante é descobrir e conferir o que está cidade viveu e acompanhar o seu processo de transição cultural.
P.S: Informações e imagens da cidade de Cracóvia serão divulgadas em breve.
Fonte: Guia Criativo para O Viajante Independente na Europa – 6ª edição





















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